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terça-feira, setembro 08, 2009

resurgindo...

O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.

Albert Einstein

sexta-feira, junho 05, 2009

05-06-09

"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustoso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo salvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e ai. Aviso tambem que nao se deve temer seu relinchar: A gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez."

Clarice Lispector.

quinta-feira, junho 04, 2009

-

amizade;
alegria, companheirismo... era isso que me faltava!

bom final de quinta-feira.

terça-feira, junho 02, 2009

02-06-2009

Tudo bem que um friozinho ia bem agora, só pra marca o início do inverno...
mas pqp! não era pra tanto! Vamos todos congelar, hehe :D


Tempo agora (15:04h.): seis graus, sensação térmica de três.

quinta-feira, maio 21, 2009

21-05-2009

Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é meu único pedido.
(Dalai Lama)



Nos últimos dias, a minha falta de criatividade se tornou imensa, mas não tanto quanto a minha vontade de escrever aqui. Estou postando outras coisas, não menos sugestivas, mas que podem substituir minhas palavras. Acho que vai continuar assim por um tempo, mas vou continuar postando também, só pra não perder o costume. :D

P.S.: Parabéns pelos dezoito anos, Samuca. Tudo de bom!

sexta-feira, maio 15, 2009

15 - 05 - 2009

"Para onde quer que virasse, via cores brilhantes: nos monótonos prédios de concreto, nas lojinhas sem porta e de telhado de zinco, na água lamacenta que corria pela sarjeta. Era como se um arco-íris tivesse penetrado em seus olhos."
(...)
"Na rua, Mariam viu gente parando onde quer que estivesse. Nos sinais, surgiam rostos das janelas dos carros, voltados para aquela maciez que caía. 'O que a primeira neve da estação tinha de tão especial', pensou Mariam, 'o que a tornava tão fascinante? Seria a possibilidade de ver algo ainda puro, ainda intocado? Capturar a graça efêmera de uma nova estação, um adorável começo, antes que tudo aquilo fosse pisoteado e estragado?"


A cidade do Sol, Khaled Hosseini.

terça-feira, maio 05, 2009

05-05-2009

1 mês sem postar aqui, maaaaas, finalmente estou de volta.
Foi um mês sem inspiração, um mês de novas descobertas da minha vida, um mês só meu.



"
Sozinho, meu pensamento focaliza em alguém. Deixo-o livre, e de repente meu coração aperta. Mas não estou triste, pelo contrário, deixo escapar um sorriso. Comer não me parece tão importante, agora me sinto alimentado por outra coisa. Acordo sempre com os mesmos pensamentos, e os mesmos me impulsionam a ter um grande dia. Quando te vejo sinto coisas estranhas, mas boas. Quando falo com você minha cabeça pensa direito, mas minhas palavras saem embaralhadas, e minhas mãos ficam suando. Meu pensamento focaliza alguém, esse alguém é você. É, estou amando."

Robert Nesta Marley

sexta-feira, março 27, 2009

simples assim

Mas o que quer dizer este poema? - perguntou-me alarmada a boa senhora.
E o que quer dizer uma nuvem? - respondi triunfante.
Uma nuvem - disse ela - umas vezes quer dizer chuva, outras vezes bom tempo...

[Mário Quintana]

sexta-feira, março 20, 2009

autumn.


Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.

Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.

Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:

Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Queria que você estivesse aqui...


Então, então você acha
que consegue distinguir
O céu do inferno
Céus azuis da dor
Você consegue distinguir
um campo verde
de um frio trilho de aço?
Um sorriso de um véu?
Você acha que consegue distinguir?
Fizeram você trocar
Seus heróis por fantasmas?
Cinzas quentes por árvores?
Ar quente por uma brisa fria?
Conforto frio por mudança?
Você trocou
Uma pequena participação na guerra
Por um papel principal numa cela?

Como eu queria
Como eu queria que você estivesse aqui
Somos apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário
Ano após ano
Correndo sobre o mesmo velho chão
O que encontramos?
Os mesmos velhos medos,
Queria que você estivesse aqui...

sábado, novembro 22, 2008

Epílogo


Manchado o rio sobre tons à suas margens
faz-se em luminúrias o alvorecer.. eis que me surge o
aproximar-se deste derradeiro dia....
não é simplesmente o chegar de mais um amanhecer;
nem o passar mero de horas quimeras no dia que me
segue em quanto pelo tempo passo...

Não são apenas o esvair-se de segundos
dentro aos silentes minutos que se deixam romper..
Não é o acaso de mais momentos na espera
de um findar... outro sim, o andar manso e calado, nos
passos que rumam em direção ao infante distante do
meu pensar...
Não será na verdade o notório brilhar fugaz e
fútil de um náufrago dia... que navega em frete insano
na busca de um entardecer onde na escuridão da noite
deixasse-a afogar...

E ao seu ilusório caminhar, vejo-o seguindo
em direções diversas onde o sol lhe faz exaltar...
belo dia...areias claras cintilam me ofuscando as retinas...
infindo céus! que deixando-se cobrir ao azul celestial
onde o firmamento se resplandece...

Caminho rumo ao horizonte de minh’alma..
onde ao leste farei minha última oração...sigo em frente
deixando para traz o destino que já não sigo, e que
hora já não me persegue... deslumbro meus passos, nas
pegadas do tempo...

Ergo meus olhos para o horizonte.. onde elevo
meus pensamentos ao infinito... já tão próximo de mim...
em minha bagagem trago um grande amor...
uma imensa saudade da tua ausente presença...

Uma enorme tristeza na distancia que já não
estarei para alcançar... um bardo vazio na esperança
já finda...em meu coração já tão ferido as marcas do
pungir de tristes esperas...em minh’alma sangram gotas
que tingem de
rubro as areias pelas quais passo.. vou-me pelas veredas
de Deus!...

Sem temer o entardecer da minha existência...
sem mais tentar o reiniciar a todas as coisas pelas quais
dei minha vida.. sem temer um amanhã onde já não
haverei... sem compartilhar o amor ao qual me ofertei,
pois que me fiz única ...
não há de haver amor semelhante, nem outra alma para completar-lhe..

Como uma andarilha sigo o vento, no compasso
do tempo na musicalidade do silencio...
onde deixo ainda ficar um último verso deste amor
pairando no ar...ecoando por entre os cômoros... onde
algum dia o escutaras...

Sigo com meus passos ...passo a passo à
trilhar o indescritível epilogo do meu estar...nas dobras
das nuvens mesclados de rosa chá, em tons de púrpura
que matizam-me o semblante já tão cansado...

Eis que me surge o crepúsculo dentro ao findar
deste fardo dia...
Precipitam-se dos meus olhos lágrima de um
adeus ao todo que eu não vivera...a tudo que transformou-
se em nada...
Deixo percorrer meu olhar ao redor de mim
mesma já sem deixar pegadas nem sombras... do que
eu fora hora tão somente apagadas lembranças...

Já se põe o astro fogo em sua magnânima
exuberância e, ao desfalecer dos seus raios com ele
me deixarei finalmente partir, levando em minh’alma
um grande amor...
desde a imagem deste último crepúsculo...
ao epilogo do meu ocaso...