E cá estou eu, novamente, a falar do ano que chega.
Hoje as palavras não serão muito extensas, só quero pedir que tenhamos mais consciência de nossos atos, que saibamos amar e dar valor à quem merece. Quero também que dentro da gente possa crescer uma luz, que mesmo que pequena, ilumine a mente e o coração de cada um de nós.
Desejo que este ano seja maravilhoso, em todos os sentidos, e os únicos que podem fazer dele bom ou ruim somos nós. Bom 2010.
Observações egoístas, palavras bonitas e gramática razoável. Uma tentativa um pouco falha de justificar o injustificável, captar o essencial em poucos termos, dizer o que está engasgado na garganta, entender o desconhecido e ser uma humana um pouco racional. Só que usando palavras.
sexta-feira, janeiro 01, 2010
sexta-feira, dezembro 18, 2009
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Sabe quando você quer botar pra fora e não consegue?
É aquela sensação horrível de ter algo entalado na garganta, que nem sobe, nem desce. Que não dói, mas te encomoda sutilmente todo o tempo.
É, estou travada.
Estou travada com minhas palavras, com meus atos e com tudo que penso.
Apesar da minha vontade, quanto mais eu penso em escrever, quanto mais eu desejo isso, menos luz vêm à minha cabeça.
Estou precisando de um sopro divino, porque ou eu estou enferrujada, ou o cansaço me alienou de vez.
Espero que na próxima isso aqui renda alguma coisa. Torçam por mim! AFUISADHF.
É aquela sensação horrível de ter algo entalado na garganta, que nem sobe, nem desce. Que não dói, mas te encomoda sutilmente todo o tempo.
É, estou travada.
Estou travada com minhas palavras, com meus atos e com tudo que penso.
Apesar da minha vontade, quanto mais eu penso em escrever, quanto mais eu desejo isso, menos luz vêm à minha cabeça.
Estou precisando de um sopro divino, porque ou eu estou enferrujada, ou o cansaço me alienou de vez.
Espero que na próxima isso aqui renda alguma coisa. Torçam por mim! AFUISADHF.
sábado, dezembro 05, 2009
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Ar-riscar
Risque o que te faz mal, o que te faz bem. Risque.
Arrisque. Tudo e nada.
Arrisque você, eu e todo mundo.
Arrisque o seu desejo mais profundo.
Jogue fora o que você não quer.
Dê para mim o que você mais estima.
Se livre, seja livre!
Se livre, seja livre!
Paralize, parafuse, paraipnotize.
Me deixe de lado, se deixe de lado.
Se ame, se odeie. Se extreme.
E se nada der certo... tente outra vez.
segunda-feira, novembro 23, 2009
Conto
Era como se ela andasse cambaleando em cima do meio fio, onde a calçada era a felicidade, e a rua representava a tristeza, o seu abismo.
Ela sempre andava no meio termo, esperando que algum dia o tempo lhe permitisse alcançar a felicidade sem nunca mais cair no abismo de trsiteza que morava ao seu lado.
Junto com ela caminhava o amor, que era determinante: pendia para o lado que queria, arrastando consigo a menina, que sofria calada.
Por muito tempo a menina caminhara pelo meio fio de sua vida, beirando a felicidade, mas também ao lado da tristeza... até que um dia o amor, trapaceiro, puxou a menina para o lado de baixo, fazendo com que ela caisse num buraco escuro e profundo.
"Onde eu estou?" "Por que você fez isso comigo? Eu sempre quis só te fazer feliz" ela dizia ao amor. Mas não adiantava. Parecia que o amor precisava urgentemente que ela sofresse, e sem piedade arrastou a pobre alma da garota inocente para um mundo obscuro, em que não se tinha certeza de nada a partir de um palmo em frente à sua cabeça.
"É, minha garota, isso é que é o amor: te faz beirar os céus, para que você nunca pense que no final vai acabar num abismo."
Ela sempre andava no meio termo, esperando que algum dia o tempo lhe permitisse alcançar a felicidade sem nunca mais cair no abismo de trsiteza que morava ao seu lado.
Junto com ela caminhava o amor, que era determinante: pendia para o lado que queria, arrastando consigo a menina, que sofria calada.
Por muito tempo a menina caminhara pelo meio fio de sua vida, beirando a felicidade, mas também ao lado da tristeza... até que um dia o amor, trapaceiro, puxou a menina para o lado de baixo, fazendo com que ela caisse num buraco escuro e profundo.
"Onde eu estou?" "Por que você fez isso comigo? Eu sempre quis só te fazer feliz" ela dizia ao amor. Mas não adiantava. Parecia que o amor precisava urgentemente que ela sofresse, e sem piedade arrastou a pobre alma da garota inocente para um mundo obscuro, em que não se tinha certeza de nada a partir de um palmo em frente à sua cabeça.
"É, minha garota, isso é que é o amor: te faz beirar os céus, para que você nunca pense que no final vai acabar num abismo."
segunda-feira, novembro 16, 2009
Não quero ser breve.
Bem, não sei por onde começar. Estou um pouco angustiada com alguns pensamentos, e realmente indecisa sobre o que fazer da minha vida, então, quando isso acontece, ponho-me a escrever: sobre o quê? bom, hoje será sobre a brevidade de tudo.
Percebo todos os dias como as coisas são breves, momentâneas. Numa velocidade muito maior do que a da luz, os meus pensamentos e conclusões passam por mim, me tornam diferente por um piscar de olhos, e depois, tudo volta ao normal.
Não entendo: constantemente mudamos. Mas mudamos igualmente todos os dias.
Se pergunte quantas vezes você já tentou tomar iniciativa pra começar a academia na próxima segunda-feira; ou então quantas vezes já disse que ia parar de fumar e nunca conseguiu.
Tudo isso tem a ver com o pensamento, mesmo que não percebamos.
Pra mim, isso tudo acontece porque nossa cabeça, cansada de tomar iniciativas que o nosso corpo não obedece, decidiu fingir todos os dias que está mudando.
Sabe, nem tudo é mudança. Até mesmo a vida é igual. Todos nascemos, nos apaixonamos, temos amigos, perdemos alguém da familia e então morremos. Pelo menos essa é a lei natural da vida. Mas o que me atormenta é o fato de que cada mudança parece única, cada mudança parece nova, como se fosse a primeira, mesmo sendo a milésima.
O problema de sermos enganados constantemente pela nossa mente, é uma coisinha chamada esperança, que está sempre conosco, desde crianças.
Uma coisa tão humana, tão presente, mas ao mesmo tempo tão frágil e fácil de tirar de alguém. Acho que se não fosse a esperança, não teriamos sentido para a vida. Pra quê viver sem ter sonhos? sem ter algo por o que buscar? De imutável já chega a morte!
É por isso que quero falar sobre a brevidade das coisas. É por saber que somos breves, que a vida é breve, e que a esperança também é. Os sonhos de hoje, os sentimentos de hoje, e a pessoa que você é HOJE, não serão os mesmos quando você acordar amanhã pela manhã.
Por isso acredito que devemos viver, devemos encarar cada coisa como se nunca tivessemos visto, e como se nunca mais fossemos ver. Temos que viver, e deixar essa breve existência passar.
Percebo todos os dias como as coisas são breves, momentâneas. Numa velocidade muito maior do que a da luz, os meus pensamentos e conclusões passam por mim, me tornam diferente por um piscar de olhos, e depois, tudo volta ao normal.
Não entendo: constantemente mudamos. Mas mudamos igualmente todos os dias.
Se pergunte quantas vezes você já tentou tomar iniciativa pra começar a academia na próxima segunda-feira; ou então quantas vezes já disse que ia parar de fumar e nunca conseguiu.
Tudo isso tem a ver com o pensamento, mesmo que não percebamos.
Pra mim, isso tudo acontece porque nossa cabeça, cansada de tomar iniciativas que o nosso corpo não obedece, decidiu fingir todos os dias que está mudando.
Sabe, nem tudo é mudança. Até mesmo a vida é igual. Todos nascemos, nos apaixonamos, temos amigos, perdemos alguém da familia e então morremos. Pelo menos essa é a lei natural da vida. Mas o que me atormenta é o fato de que cada mudança parece única, cada mudança parece nova, como se fosse a primeira, mesmo sendo a milésima.
O problema de sermos enganados constantemente pela nossa mente, é uma coisinha chamada esperança, que está sempre conosco, desde crianças.
Uma coisa tão humana, tão presente, mas ao mesmo tempo tão frágil e fácil de tirar de alguém. Acho que se não fosse a esperança, não teriamos sentido para a vida. Pra quê viver sem ter sonhos? sem ter algo por o que buscar? De imutável já chega a morte!
É por isso que quero falar sobre a brevidade das coisas. É por saber que somos breves, que a vida é breve, e que a esperança também é. Os sonhos de hoje, os sentimentos de hoje, e a pessoa que você é HOJE, não serão os mesmos quando você acordar amanhã pela manhã.
Por isso acredito que devemos viver, devemos encarar cada coisa como se nunca tivessemos visto, e como se nunca mais fossemos ver. Temos que viver, e deixar essa breve existência passar.
quinta-feira, outubro 22, 2009
Inquietação.
Sabe, mesmo que não pareça, eu tenho escrito MUITO.
Só que não consigo acreditar que nada que eu tenha escrito seja bom o suficiente pra por aqui, entende? Parece que nada me agrada, nada presta, nem eu estou prestando. Pra mais nada.
Tenho noventa e nove por cento de certeza que a culpa é minha: estou demasiada ocupada com minhas questões morais idiotas e sem fundamento. Estou uma inútil. Não quero ser assim, não quero ser triste!
Tenho mãe, namorado, um corpo saudável, trabalho, e ainda consigo guardar um dinheirinho ao longo do mês. Tenho amigos, rio, me divirto, falo besteira. Mas sabe quando parece que não é você quem está ali, parecendo feliz, e sim um fantoche colocado por sei lá quem em seu lugar?
Não aguento isso, não mesmo.
Tenho sentido um ódio muito enorme de mim mesma, do meu ego, e da minha falta de atitude.
Se eu pudesse, eu escondia minha cara com um saco de pão e nunca mais saía para a rua sem ele.
Esses tempos um garoto (um playboy, na verdade) me chamou de otária. Eu, como qualquer pessoa em sã consciência, não gostei.
Mas sabe de uma coisa? Eu sou sim, e não passo de uma otária.
O que eu tenho feito pra mudar essa condição?
Eu nunca quis ser uma pessoa normal, que vê o erro e aceita-o, e hoje, não passo de uma afiliada do governo que só acena a cabeça para o roubo e a covardia.
Cadê aquele espírito de luta, de moralidade, que havia dentro de mim?
Eu sei que deve estar aqui dentro, em algum lugar, e eu tenho certeza: ainda vou me reencontrar.
Pra enfim poder encontrar o mundo.
Só que não consigo acreditar que nada que eu tenha escrito seja bom o suficiente pra por aqui, entende? Parece que nada me agrada, nada presta, nem eu estou prestando. Pra mais nada.
Tenho noventa e nove por cento de certeza que a culpa é minha: estou demasiada ocupada com minhas questões morais idiotas e sem fundamento. Estou uma inútil. Não quero ser assim, não quero ser triste!
Tenho mãe, namorado, um corpo saudável, trabalho, e ainda consigo guardar um dinheirinho ao longo do mês. Tenho amigos, rio, me divirto, falo besteira. Mas sabe quando parece que não é você quem está ali, parecendo feliz, e sim um fantoche colocado por sei lá quem em seu lugar?
Não aguento isso, não mesmo.
Tenho sentido um ódio muito enorme de mim mesma, do meu ego, e da minha falta de atitude.
Se eu pudesse, eu escondia minha cara com um saco de pão e nunca mais saía para a rua sem ele.
Esses tempos um garoto (um playboy, na verdade) me chamou de otária. Eu, como qualquer pessoa em sã consciência, não gostei.
Mas sabe de uma coisa? Eu sou sim, e não passo de uma otária.
O que eu tenho feito pra mudar essa condição?
Eu nunca quis ser uma pessoa normal, que vê o erro e aceita-o, e hoje, não passo de uma afiliada do governo que só acena a cabeça para o roubo e a covardia.
Cadê aquele espírito de luta, de moralidade, que havia dentro de mim?
Eu sei que deve estar aqui dentro, em algum lugar, e eu tenho certeza: ainda vou me reencontrar.
Pra enfim poder encontrar o mundo.
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