Sabe quando você quer botar pra fora e não consegue?
É aquela sensação horrível de ter algo entalado na garganta, que nem sobe, nem desce. Que não dói, mas te encomoda sutilmente todo o tempo.
É, estou travada.
Estou travada com minhas palavras, com meus atos e com tudo que penso.
Apesar da minha vontade, quanto mais eu penso em escrever, quanto mais eu desejo isso, menos luz vêm à minha cabeça.
Estou precisando de um sopro divino, porque ou eu estou enferrujada, ou o cansaço me alienou de vez.
Espero que na próxima isso aqui renda alguma coisa. Torçam por mim! AFUISADHF.
Observações egoístas, palavras bonitas e gramática razoável. Uma tentativa um pouco falha de justificar o injustificável, captar o essencial em poucos termos, dizer o que está engasgado na garganta, entender o desconhecido e ser uma humana um pouco racional. Só que usando palavras.
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sexta-feira, dezembro 18, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
Inquietação.
Sabe, mesmo que não pareça, eu tenho escrito MUITO.
Só que não consigo acreditar que nada que eu tenha escrito seja bom o suficiente pra por aqui, entende? Parece que nada me agrada, nada presta, nem eu estou prestando. Pra mais nada.
Tenho noventa e nove por cento de certeza que a culpa é minha: estou demasiada ocupada com minhas questões morais idiotas e sem fundamento. Estou uma inútil. Não quero ser assim, não quero ser triste!
Tenho mãe, namorado, um corpo saudável, trabalho, e ainda consigo guardar um dinheirinho ao longo do mês. Tenho amigos, rio, me divirto, falo besteira. Mas sabe quando parece que não é você quem está ali, parecendo feliz, e sim um fantoche colocado por sei lá quem em seu lugar?
Não aguento isso, não mesmo.
Tenho sentido um ódio muito enorme de mim mesma, do meu ego, e da minha falta de atitude.
Se eu pudesse, eu escondia minha cara com um saco de pão e nunca mais saía para a rua sem ele.
Esses tempos um garoto (um playboy, na verdade) me chamou de otária. Eu, como qualquer pessoa em sã consciência, não gostei.
Mas sabe de uma coisa? Eu sou sim, e não passo de uma otária.
O que eu tenho feito pra mudar essa condição?
Eu nunca quis ser uma pessoa normal, que vê o erro e aceita-o, e hoje, não passo de uma afiliada do governo que só acena a cabeça para o roubo e a covardia.
Cadê aquele espírito de luta, de moralidade, que havia dentro de mim?
Eu sei que deve estar aqui dentro, em algum lugar, e eu tenho certeza: ainda vou me reencontrar.
Pra enfim poder encontrar o mundo.
Só que não consigo acreditar que nada que eu tenha escrito seja bom o suficiente pra por aqui, entende? Parece que nada me agrada, nada presta, nem eu estou prestando. Pra mais nada.
Tenho noventa e nove por cento de certeza que a culpa é minha: estou demasiada ocupada com minhas questões morais idiotas e sem fundamento. Estou uma inútil. Não quero ser assim, não quero ser triste!
Tenho mãe, namorado, um corpo saudável, trabalho, e ainda consigo guardar um dinheirinho ao longo do mês. Tenho amigos, rio, me divirto, falo besteira. Mas sabe quando parece que não é você quem está ali, parecendo feliz, e sim um fantoche colocado por sei lá quem em seu lugar?
Não aguento isso, não mesmo.
Tenho sentido um ódio muito enorme de mim mesma, do meu ego, e da minha falta de atitude.
Se eu pudesse, eu escondia minha cara com um saco de pão e nunca mais saía para a rua sem ele.
Esses tempos um garoto (um playboy, na verdade) me chamou de otária. Eu, como qualquer pessoa em sã consciência, não gostei.
Mas sabe de uma coisa? Eu sou sim, e não passo de uma otária.
O que eu tenho feito pra mudar essa condição?
Eu nunca quis ser uma pessoa normal, que vê o erro e aceita-o, e hoje, não passo de uma afiliada do governo que só acena a cabeça para o roubo e a covardia.
Cadê aquele espírito de luta, de moralidade, que havia dentro de mim?
Eu sei que deve estar aqui dentro, em algum lugar, e eu tenho certeza: ainda vou me reencontrar.
Pra enfim poder encontrar o mundo.
sexta-feira, setembro 25, 2009
Nó.
E mais uma vez ela estava sozinha. Nua com seus pensamentos e dúvidas. Nada poderia a atingir, porque nela já não havia mais o que ser atingido. Não tinha mais o que pudesse perder, não lhe restava nada - somente sua fé.
Sua fé no outro, na mudança. Havia quem chamasse essa fé de inocência, de inexperiência, mas para ela não importava o que fosse, contanto que aquele nó em seu peito passasse o mais rápido possível.
Suas forças estavam se esgotando enquanto esperava pelo dia em que a felicidade bateria em sua porta. Seu forte nunca foi esperar. Mas nos últimos tempos sua vida andava tão mexida que não importava mais o que era bom ou ruim, nada mais importava - nem ela.
Quem a via assim sentada num beco escuro com seu caderno à mão pensava que a loucura a tinha dominado, mas não fazia ideia que na verdade, ela só estava camuflando a escuridão que insistia em saltar seu peito afora.
Sua fé no outro, na mudança. Havia quem chamasse essa fé de inocência, de inexperiência, mas para ela não importava o que fosse, contanto que aquele nó em seu peito passasse o mais rápido possível.
Suas forças estavam se esgotando enquanto esperava pelo dia em que a felicidade bateria em sua porta. Seu forte nunca foi esperar. Mas nos últimos tempos sua vida andava tão mexida que não importava mais o que era bom ou ruim, nada mais importava - nem ela.
Quem a via assim sentada num beco escuro com seu caderno à mão pensava que a loucura a tinha dominado, mas não fazia ideia que na verdade, ela só estava camuflando a escuridão que insistia em saltar seu peito afora.
quinta-feira, junho 04, 2009
terça-feira, junho 02, 2009
02-06-2009
Tudo bem que um friozinho ia bem agora, só pra marca o início do inverno...
mas pqp! não era pra tanto! Vamos todos congelar, hehe :D
Tempo agora (15:04h.): seis graus, sensação térmica de três.
mas pqp! não era pra tanto! Vamos todos congelar, hehe :D
Tempo agora (15:04h.): seis graus, sensação térmica de três.
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