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terça-feira, março 01, 2011

Riqueza ou dinheiro? Pelo que buscas?

Numa civilização onde você é o que você tem, criar falsas expectativas e adorar falsos deuses da futilidade passa a ser um risco que se corre. Eis o que acontece hoje em dia: o dinheiro, grande facilitador da vida moderna, passa a ser visto como a solução para grande parte dos problemas que nos acometem.
A falsa visão que se tem sobre a riqueza, geralmente adotada pelas classes de baixa renda, acaba por ser um fator que ajuda a desbancar outros valores da sociedade.
As classes média e baixa, em busca de um padrão de vida melhor e de felicidade aparente, procuram enriquecer a qualquer custo. E, para eles, passar por cima de princípios primordiais da sociedade parece um preço bom à pagar.
Uma vez ricos, esses param de se preocupar com o real motivo da existência humana. Ganhar mais, e adquirir as tecnologias de ponta, passam a ser necessidades fundamentais. O trabalho sobrepõe-se ao lazer. As bolsas da moda imperam nas listas de presente de natal. Ao mesmo tempo, aquele ideal de vida perfeita, que se tinha no início, vai se esvaindo de suas vidas.
Enquanto isso, os ricos de longa data, desfilam com sua felicidade à mostra e, muitas vezes, nem a roupa da moda vestem.
Percebe-se então, que o segredo não está no dinheiro, muito menos no trabalho em excesso, ou na corrupção. Vê-se que o segredo da felicidade almejada é saber dar o devido valor à que realmente importa - independentemente da conta bancária.
Aquela máxima, portanto, que diz que o dinheiro não traz felicidade, merece ser corrigida: o dinheiro traz, sim, felicidade. Mas em contrapartida, a leva de volta se não souberes dar valor às coisas certas; se não enxergares o essencial que se faz invisível aos olhos.

sexta-feira, julho 03, 2009

Desabafo

Hoje na minha produtiva aula de Sociologia - a última aula da semana, por sinal - fiquei realmente motivada a falar do mundo que nos cerca, e das coisas que somos "forçados" a fazer.
Como podemos ser tão facilmente massacrados pela mídia? Como podemos ficar tão acomodados às situações do mundo de hoje?
Ninguém mais se surpreende com nada, hoje em dia. A morte, a violência e a corrupção, pelo menos no Brasil, são tratadas com total banalidade e descaso. As pessoas hoje são livres e não sabem o que fazer com tamanha liberdade. Por quê? Porque não há limites.
Na minha concepção (e de alguns colegas também) até a liberdade deve ter limites, porque nós simplesmente não sabemos o que fazer com ela. A opressão já sofrida pelas pessoas no século passado, com a ditadura, fez com que nos acomodássemos, e não existisse mais a vontade de lutar por uma causa humanitária. A preguiça é o mau do século. A preguiça e o egoísmo.
Pode perceber, caro leitor, que são pouquíssimas as pessoas no mundo de hoje, que se esforçam por um bem maior. O povo só se esforça quando quer consquistar seus desejos pessoais. Quanto a sociedade: MEU DEUS, O QUE É A SOCIEDADE?!
Já nascemos alienados por nossos pais, pelos nossos professores, pelo desenho animado que assistimos, pela boneca que passa no comercial da tv. Compramos coisas que não precisamos comprar, vestimos roupas que muitas vezes não nos deixam confortáveis, ouvimos músicas que não gostamos, tudo porque a mídia nos dita que deve ser assim.
Se um colega de sua escola resolve ser diferente, estudar bastante, não sair de casa, e ter bastante aptidão ao violino além de ouvir somente música clássica, você no minímo vai zoar da cara dele. Não temos mais escolhas. Ou melhor, temos sim, temos toda a liberdade do mundo, mas que nos sufoca. Não nos deixa viver o que gostamos, em função das novidades, do gosto da massa.
Eu não quero fazer parte da massa! Eu quero usar branco enquanto os outros vestem preto. Eu quero socialismo numa futura potência capitalista. Eu quero humanidade no mundo. Quero poder viver por paz e amor sem ser desprezada. Quero ouvir Beatles em casa tomando chá e tocando violão enquanto os da minha idade estão na balada. Quero lutar pelos meus direitos. Quero manifestar pela sociedade. Eu quero, fazer o que tem que ser feito. Quero ser um espírito livre: alienação não me pega mais!

Quero agradecer à Renata, por me dar uma forcinha básica pra enfrentar a turma hoje. IOAHEIOAHE obrigada reris (L)

quinta-feira, junho 25, 2009

Tudo muda, o tempo todo, no mundo.

Incrível, que como a cada momento, cada milionésimo de segundo, cada vez que o ar entra ou sai de nossos pulmões, estamos diferentes. Mudados. Uma mudança pequena, ou grande, ou tanto faz... mas certamente nos tornamos diferentes, mais experientes.
O incrível, é o pensamento que muda totalmente a cada música que passa na rádio, a cada nova ideia que surge na mente, a cada vez que piscamos os olhos.
Os amigos mudam, e mudamos com eles. Os amigos trocam. Trocam roupas, olhares, trocam de amigos. Somos trocados e trocamos tão despercebidamente, que não há tempo para ressentir, tempo para sequer pedir desculpas ou dizer um adeus. A cada amigo que se vai, encostamos uma porta de nossas vidas. E a cada um que chega, abrimos nossas janelas pra que a luz possa entrar mais uma vez.
A mudança, ou renovação, é tão constante em nossas vidas, que não são mais percebidas com freqüência. É claro, que como sempre, haverão os que querem continuar inertes a todo tipo de renovação, mas que mesmo continuando inertes, tornam-se involuntariamente diferentes do resto.
Mudamos nossas roupas, nosso vocabulário, nossos hábitos, nossos gostos. Os amores mudam, as cores mudam, o céu muda. Mudam também as estações, os dias do ano, as fases da vida. Mudamos conosco as épocas, as modas... mudamos a música! Mudamos nossos conceitos, a ciência, o conhecimento. Podemos a qualquer dia mudar o que quisermos, a hora que quisermos. E também, tornarmos a nós mesmos, seres capazes de gerar a mudança boa. Mas podemos mudar qualquer coisa, ao não ser o nosso coração.
A tristeza vem, o amor vem, a alegria, e todas as emoções vem. Se encontram e se instalam aqui dentro. Ora uma governa, ora a outra. Mas elas não mudam, elas simplesmente passam. Nossas dúvidas essenciais nunca serão solucionadas, nossas respostas existenciais nunca chegarão. Não vai haver uma placa dizendo para virar à esquerda se quiser encontrar o céu, e nem um alarme soando quando sua hora chegar. Não há certeza. Só existe uma vida, e milhares chances de mudar. E se há alguma coisa imutável é você com suas escolhas. Essas serão eternas, mesmo que não durem para sempre. E sua vida é curta de mais pra não arriscar.

segunda-feira, junho 15, 2009

O mundo é dos céticos!

Depois de tantos anos (haha) e tantas experiências nessa minha vida dogmática, cheia de certezas que nem sempre são certas, pelo menos não para todos, eu percebi que o mundo realmente é dos céticos.
Estes é que são felizes! Nunca são pegos de surpresa. Sempre pensam nos dois lados da coisa. Enquanto nós, dogmáticos que somos, acreditamos em juras, promessas, em segredos que serão eternamente guardados, confidencias absolutas, e não sabemos que um dia seremos pêgos de surpresa.
Os céticos não sofrem com amor, porque amam não amando, não se entregam cem por cento;
eles não sofrem a dor de perder uma pessoa, porque percebem que ela pode simplesmente nunca ter pertencido à eles;
eles não se encomodam tanto, não se importam com pessimismo ou otimismo, sempre um dentro do outro. Eles sim é que tem uma felicidade.
Não há sofrimento! Por mal lhe pergunte, mas como haveria a perda, a falha, o roubo, se nada nunca esteve cem por cento certo? se sempre havia um outro lado a ser descoberto?
Queria poder esbanjar desse luxo, de não sofrer, de ser simplesmente inatingível, mas infelizmente, minha dogmática mente, me impede de mudar.
Mas então me pergunto: somos nós, reis das certezas, imutáveis seres, cem por cento infelizes e despreparados?! Eis o X da questão.