sexta-feira, junho 05, 2009

05-06-09

"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustoso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo salvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas, uma vez chamado com doçura e autoridade, ele vai. Se ele fareja e sente um corpo-casa é livre, ele trota sem ruídos e ai. Aviso tambem que nao se deve temer seu relinchar: A gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera, a gente se assusta com o excesso de doçura do que é isto pela primeira vez."

Clarice Lispector.

quinta-feira, junho 04, 2009

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amizade;
alegria, companheirismo... era isso que me faltava!

bom final de quinta-feira.

terça-feira, junho 02, 2009

02-06-2009

Tudo bem que um friozinho ia bem agora, só pra marca o início do inverno...
mas pqp! não era pra tanto! Vamos todos congelar, hehe :D


Tempo agora (15:04h.): seis graus, sensação térmica de três.

domingo, maio 31, 2009

Manhãs de domingo.

Acredito, que se algum dia - daqui uns vinte e poucos anos -, me perguntarem do que eu mais sinto falta da cidade pequena onde nasci, responderei que sinto falta do ar de domingo.
Cidades pequenas têm essa vantagem: nos sentimos em casa em qualquer parte, e nos familiarizamos com tudo. Guardamos boas lembranças de aconchego e de vivência em família com aquele calor humano nos corações.
Ainda me lembro dos domingos de inverno em que meu pai e eu acordávamos cedo para ver a geada nas folhas das árvores, sentir o cheiro da natureza, ouvir o canto soberano dos joão-de-barro em cima de nossa casa, e sentávamos para ver tv, no frio, mas ao mesmo tempo no calor do lar.
Aquele ar de família, de confraternização, invadia todas as casas da vizinhança, e fazia com que pelo menos naquele dia, esquecessemos dos problemas financeiros, das brigas de vizinhos, da falta de luz na rua, e parássemos para conversar e assistir corrida na televisão, que ficava ligada no canto da sala.
Lembrarei certamente dos poucos, mas mais bonitos anos da minha vida, junto de tudo que eu precisava pra ser feliz. Com certeza lembrarei da minha infância.
Essa manhã, acordei com a sensação de que meu pai entraria a qualquer momento pela porta da cozinha, pegaria minha mão e me levaria para ver a geada nas folhas e ouvir o som dos pássaros.
Hoje, pela primeira vez em muitos anos, lembrei e dei valor àqueles momentos felizes que eu nunca tinha notado. E pela primeira vez em tempos, me lembrei do valor que têm as pessoas, e do valor que temos que dar à elas.
Me lembrei que a felicidade está nas pequenas coisas, e que pra ser feliz, basta querer...

terça-feira, maio 26, 2009

26-05-2009

Não quero tudo certo, tudo programado, quero descontrair, quero desajeitar!
Balançar meu mundo, tirar as coisas do lugar. Quero tudo diferente, quero tudo de novo, quero tudo igual. Quero tudo com você. Quero só amar você. Quero sentir com você.

domingo, maio 24, 2009

desabafo.

Primeiramente, por quê? Por que sentimos empatia por algumas pessoas que não merecem isso? As vezes, acontece tão de repente que você chega a nem notar. Essa pessoa aparece na tua vida do nada, vira teu amigo, te sacaneia, para de falar contigo, faz você se sentir mal, tenta tirar a única coisa que você tem, você realmente fica no inferno nas mãos dessa pessoa, mas mesmo assim, teimosamente, você continua ali, parado, inerte a tudo isso, como se nada tivesse acontecido, e disposto a perdoar.
Por que ser legal? Por que ser justo? Por que saber perdoar? Por desencargo de consciência? Ah, e alguém faz isso por você?
Não, ninguém faz isso por mim.
Só queria que fosse diferente, sabe? Que pudesse confiar, que pudesse abraçar sem medo de ser apunhalado.
Queria amigos, amigos que me estendessem a mão e não pedissem absolutamente nada em troca. Queria honestidade.
Por que me importo tanto com o que algumas pessoas vão pensar? Por que me importo tanto em não errar? Por que eu me culpo pelo que eu não fiz? Por que me castigo? Por quê?
Não sei. Não quero respostas. Quero deixar minhas dúvidas, quero aliviá-las. Soltá-las longe de mim... Não afogá-las. Quero-as vivas, mas não as quero perto.
Você me faz pensar, refletir sobre a importância, e perceber que não significo nada pra você. Talvez por sermos iguais?! Quem sabe...


Mesmo sabendo que nunca serão respondidas, quero minhas dúvidas aí, expostas.

sábado, maio 23, 2009

Vertentes.

A cada escolhe sua, fica pra trás uma outra, talvez mais boa, ou menos. Mas ela sempre ficará pra trás. A cada novo caminho, se perde a chance de andar por um outro, que com certeza nos levaria até coisas que nunca imaginamos. A cada palavra dita, se perde a chance de ficar em silêncio, de somente escutar.
O que quero dizer, é que por mais que tentemos, não podemos ter dois opostos conosco. Todas as vezes que decidimos seguir em frente com alguma coisa, deixamos outra de lado, e sucessivamente isso vai acontecendo. Tudo é um ciclo. Tudo é renovação. São escolhas, caminhos, chances, desejos. São oportunidades de mudança, ou então de continuidade.
Nossa vida é como um rio imenso, com vários afluentes. Nós somos os peixes desse rio. Não começamos em seu início, e não acompanharemos ele para sempre, nem por todos os caminhos. Mas decidimos qual curso queremos seguir. Alguns, levam-nos até o mar, outros à uma enorme queda, já outros, morrem no seco.
Nosso destino, somos nós quem fazemos. E cabe somente a nós mesmos decidirmos o que queremos. No final, ninguém morrerá por nós, por isso não deixe que vivam a sua vida.


Robi. Dedicado à ti. Por me fazer pensar :D OIAHSEI :*